quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Comentários mal humorados sobre o carnaval de 2010

Não teve coisa mais chata nesse carnaval do que esse tal de "Vale-Night". A música lançada pelo Asa na Bahia, mas originalmente da banda Cannibal, de Alagoas, não pegou muito, mas a ideia da apologia sem disfarces à infidelidade nos tempos momescos, era repetida por diversas pessoas, exaustivamente, em qualquer canto da folia ou até mesmo fora dela. O pior é que eu não consegui encontrar a graça que poderia existir nesse tipo de brincadeira.

Também não achei graça de centenas de homens fantasiados de chapéuzinho vermelho. Um bando de marmanjo confundindo a floresta com as avenidas soteropolitanas. Menos engraçadas ainda foram as incontáveis brigas que eu vi enquanto estava em Ondina ou as pessoas passando carregadas ou jogadas em qualquer canto por causa de bebida. Nesse momento, muitos esquecem qualquer resquício de dignidade humana.

Na própria sexta-feira, uma cena me envergonhou muito. A Timbalada vinha fazendo uma bonita apresentação, com Denny caracterizado como Michael Jackson, quando o vocalista teve que avisar que ia ter que parar de tocar por questão de segurança em decorrência da queda de um fio de alta tensão a alguns metros dali. Muitos presentes, demonstrando total compreensão, começaram a vaiá-lo. Os apupos foram tão insistentes que o cantor empunhou o microfone novamente para tentar explicar novamente o motivo da interrupção. Em vão.

Outra coisa extremamente irritante é ver muitos turistas se divertindo muito, mas sem deixar de criticar os baianos ou a própria Bahia. Sem contar nas pessoas que passam o ano inteiro esculhambando o pagode e durante uma semana se acabam de dançar e curtir para voltar a criticar logo na quarta-feira de cinzas.

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